Mulheres dão charme à contrução civil

Mulheres dão charme à contrução civil - Ademilar

A cena é igual a tantas outras obras de construção. Um vai e vem de carrinhos carregados de tijolos, madeiras e ferro, com uma orquestra de fundo formada por martelos, furadeiras e serras. Mas algo é diferente: por trás das máscaras, capacetes e uniformes existem algumas mulheres trabalhando.

Ganhando salários de R900 a R$1.500, as mulheres e seu charme estão marretando o preconceito. “As construtoras afirmam que as mulheres compensam a falta de força física com o capricho. São mais detalhistas, organizadas e evitam o desperdício”, diz Norma Sá, coordenadora do Projeto Mão na Massa – Mulheres na Construção Civil.

Segundo um levantamento do Projeto, desde 2008 mais de 300 alunas já foram formadas no Rio de Janeiro, sendo que 50% delas entraram para o mercado formal. No entanto, a participação feminina na construção civil é muito maior do que apontam os números, e isso não apenas no Rio.

De acordo com Renato Pereira, diretor regional do Sindicato da Construção (SindusCon-SP) em Bauru, a maioria das mulheres trabalha de forma autônoma, realizando principalmente serviços de acabamento nas obras. Segundo ele, esses são números que não são contabilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Uma realidade impusionada por iniciativas em todo o País:

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